sábado, 14 de janeiro de 2012

Sábios


"Se matamos uma pessoa somos assassinos. Se matamos milhões de homens, celebram-nos como heróis"
Charles Chaplin

(SPOILER)


Esse vídeo foi retirado do filme "O Grande Ditador", do diretor Charles Chaplin. Sugerimos uma Sessão Pipoca (sem manteiga) do filme completo.


Sinopse: 
Em meio a Segunda Grande Guerra Mundial, judeus estavam sendo esmagados pelo preconceito alemão. Chaplin, genialmente, interpreta os dois protagonistas da história: o ditador Adenoid Hynkel (em clara referência a Hitler) e o barbeiro Judeu. Irônico e atrevido, este filme lhe causou sua expulsão dos Estados Unidos, mas criou também uma obra-prima única com uma das melhores mensagens anti-guerra já transmitidas ao homem.


Link para download (Inglês-Legendas em português): http://www.megaupload.com/?d=R3XI07BQ

Nascido Para Matar*

Militar é como se denominam certas organizações que utilizam a força para "defesa do seu território"(ataque do território de todos). Uma invenção do início da civilização humana, quando haviam inúmeros perigos e guerras, e que conseguiu perdurar até os dias de hoje. Ela entra no grupo das múltiplas tradições que deveriam ter cessado de existir, mas continuam triunfando devido a ganância e o individualismo da grande maioria dos humanos, e as únicas bases que são utilizadas para defender a necessidade desse tipo de organização também pertencem a esse grupo.

"Temos de nos defender dos outros países" - Por que eles nos atacariam?
1- Porque querem tomar posse de algo que pertence a todos para se tornarem superiores
2- Porque sofreram ataques devido a primeira causa e agora não conseguem se sustentar

"É necessária uma segurança interna no país"
1-  A ideia de país (nacionalismo) também entra no grupo das tradições a serem perdidas
2- Só é necessário que haja imposição de força na população porque essa é constantemente injustiçada por aqueles que possuem poder

"Disciplina e Coragem"
A frase que descreveria melhor as características inerentes a militares seria: Ignorância e Alienação. Ou julgas que obedecer ordens inquestionavelmente é uma atitude digna daqueles que pensam?

E para aqueles que acreditavam que só a existência dessa organização já é absurda, existe um último e horrível fato: o alistamento militar, no Brasil, é obrigatório. Isto é, todo brasileiro do sexo masculino ao atingir a idade de 18 anos é obrigado a contribuir com esse insulto a razão. E o que ocorre caso ele se negue a contribuir? Ele provavelmente será ridicularizado por marionetes do exército - habilitados a fazer uso da agressão física e moral - e talvez seja, inclusive, escolhido para se tornar um militar oficial. E, se continuar negando, será preso, isto é, perderá sua liberdade simplesmente pelo fato de não concordar com costumes arcaicos - ou não consideras arcaico aquilo que afirma, mesmo que indiretamente, que homens devem ser aqueles que lutam e defendem todos, uma vez que mulheres, velhos e crianças são fracos e indefesos? Vale ressaltar, que até mesmo para entrar na universidade pública é indispensável que as tuas obrigações militares estejam em dia. Ou seja, até o aprendizado lhe será negado caso recuses ser mais um fantoche da vida moderna.

"O serviço militar obrigatório é o último estágio de violência que o governo utiliza para manter íntegra a estrutura do poder e é o limite extremo a que pode chegar a submissão humana" 
Raul Seixas


*Filme dirigido por Stanley Kubrick 

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Sessão Pipoca (sem manteiga)

STORY OF STUFF

(EUA, 2007, 20 min. Direção: Louis Fox)

Você sabia que das 100 maiores economias do planeta, 51 são corporações e apenas 49% são países?


Story of Stuff é um documentário educativo apresentado diretamente no site www.storyoffstuff.com , que presenta importantes informações sobre questões ambientais e sociais dentro da temática do consumo de produtos, assunto esse urgente e de vital importância para a sobrevivência de todo o planeta.
Story of Stuff é um documentário rápido e repleto de fatos, que olha para o interior dos padrões do nosso sistema de extração, produção, consumo e lixo. Desde a sua extracção, transformação até à sua venda, uso e disposição, todas as coisas que compramos e usamos na nossa vida afetam as sociedades e o ambiente a nível local e mundial. Normalmente as consequências de um consumo descuidado são desastrosas em vários níveis, mas a maioria destes fatos são, por vários motivos, propositadamente manipulados e escondidos dos nossos olhos pelas empresas e políticos, cujos objetivos principais são o lucro e o poder, sendo esses obtidos ao promover um consumo exacerbado que só pode ser realizado à custa de sofrimento, exploração e destruição ambiental.
Story of Stuff expõe, assim, as conexões entre um enorme número de importantes questões ambientais e sociais, demonstrando com fatos que ao consumirmos de forma inconsciente e desmedida, estamos a destruir o mundo e a nos auto-destruir. E assim nos apela a criar uma maior consciência do problema e um mundo mais sustentável e justo para todos.


terça-feira, 10 de janeiro de 2012

War Pigs*


Saiba quanto trabalho escravo você consome

Autor: Sara Nanni


É desanimador, mas a humanidade ainda não se livrou do trabalho escravo. Parece coisa do século 19, mas ele ainda permeia nossa sociedade, levando milhares de pessoas a se sujeitarem a condições humilhantes de trabalho.

Segundo estimativas da organização Slavery Footprint, um jovem brasileiro com pouco mais de 20 anos, que paga aluguel, tem uma bicicleta, vários pares de tênis e equipamentos eletrônicos, consome o trabalho de aproximadamente 60 pessoas submetidas a trabalhar como se fossem escravas.

Os dados da Slavery Footprint são alarmantes. No mundo, há 27 milhões de trabalhadores forçados. Para a OIT (Organização Mundial do Trabalho), o número é menor e chega a mais de 12 milhões de pessoas, mas não deixa de ser assustador. No Brasil, nos últimos 15 anos, mais de 36 mil pessoas foram resgatadas do trabalho escravo, de acordo com o Ministério do Trabalho.

Para tentar conscientizar as pessoas sobre a realidade do trabalho escravo no mundo, buscando a mudança de hábitos de compra, a Slavery Footprint criou um questionário on-line, no qual você deverá detalhar como é a sua alimentação e quanto você possui de jóias, roupas, sapatos e aparelhos eletrônicos. Por trás de um inocente tênis de marca, pode estar o sofrimento de alguém que é explorado para baixar custos e elevar os lucros.

A Zara, badalada marca internacional de roupa, já foi flagrada três vezes por equipes de fiscalização do governo federal explorando trabalhadores estrangeiros na cidade de São Paulo. A Nike é outro mau exemplo, que já foi denunciado até por trabalho infantil nos países em desenvolvimento, onde mantém suas fábricas.

O cálculo não informa marcas, mas tem base em informações sobre os processos de fabricação dos 400 produtos mais consumidos no mundo. Esses dados são coletados pelo Departamento de Monitoramento e Combate ao Tráfico de Pessoas, Departamento de Trabalho dos Estados Unidos, pela Transparência Internacional e OIT.

O objetivo também é mostrar às fabricantes das marcas mais famosas do mundo, que os consumidores querem ficar atentos à forma como elas conduzem suas práticas trabalhistas.

Faça o cálculo do quanto você consome de trabalho escravo, e reflita sobre o que você pode fazer para melhorar essa realidade: http://www.slaveryfootprint.org

O que gera o trabalho escravo?

Diferente do que acontecia no século 19, quando índios e negros eram caçados e forçados ao trabalho escravo sob ameaça de morte, hoje é a desigualdade social que propicia a manutenção da escravidão. Uma grande massa de pobres e desempregados é aliciada pelas empresas e grandes corporações, acreditando que conseguiram um emprego, e depois são enganadas e expostas a uma realidade cruel.

É claro que o consumidor está na fase final da linha de produção do trabalho escravo. Mas ele pode contribuir para reverter essa situação boicotando marcas e pensando melhor antes de consumir determinados produtos. E até mesmo protestando e reclamando abertamente junto às marcas que promovem processos escusos de fabricação de produtos. Hoje há muitas maneiras de fazer isso, e as redes sociais são excelentes canais para expor opiniões e queixas.

Na outra ponta, o consumismo gerado pela própria lógica capitalista não deixa essa roda parar de girar infinitamente, até que o ciclo se quebre, o que só pode acontecer pela consciência daquilo que compramos diariamente.



*Black Sabbath

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Pare de roer a crosta. Há fruta madura ao seu alcance, logo acima de você*

Um belo dia, abri a dispensa daqui de casa e me deparei com um pacote de biscoito polvilho. Refleti por um momento, mas não consegui pensar em nenhum ingrediente daquele singelo biscoito que fosse oriundo da tortura - me lembro, inclusive, de o apelidar de "biscoito de vento" quando criança. Ingenuidade de minha parte, é claro. Ao ler a lista de ingredientes (agora um hábito), descobri que até naquele biscoitinho havia crueldade em pó, ops, leite em pó. Felizmente, achamos essa receitinha no http://gororobanatureba.blogspot.com/ (blog de receitas vegans) e como ela é bem prática e econômica, decidimos experimentá-la. Os biscoitos ficaram uma delícia, além de serem saudáveis, livres de atrocidades e super baratinhos. Por que comprar aquela versão industrializada, então? Faça-os para seu filho, sua família, seu namorado (a) ou para si mesmo, temos certeza que todos irão adorar!
Bon appetit!

Biscoito Polvilho


Ingredientes:
-1 xícara de polvilho azedo (compramos na Casa Pedro - é bem baratinho)
-1/2 xícara de água (120ml)
-1 colher de sobremesa de óleo
-1 colher de chá de sal 

Preparo:
Misture o polvilho e o sal em um pote. Leve a água e o óleo ao fogo e quando ferver jogue no pote com o polvilho e o sal. Vá misturando com uma colher e quando esfriar mexa com a mão. Quando ficar homogêneo e com textura de massa para moldar faça tirinhas, rosquinhas, bolinhas ou a forma que desejar. Quanto mais finas as formas mais crocante vai ficar. Leve ao forno por cerca 20 minutos. Não precisa untar, mas deixe-os bem separados se não eles vão ficar todos grudados (eles crescem bastante).



* H. D. Thoreau

Carne não é verde