segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Testando...um, dois, três

Christiania: A Lenda da Liberdade

(Fonte: Zine Profecia)

“No coração gelado do capitalismo europeu, na fria Copenhagen, Dinamarca, uma comunidade de 900 pessoas vive num outro compasso. Christiania não tem prefeito, não tem eleição e funciona sem governo, sem imposição de leis que controlem a organização social. A lenda da cidade-livre da Dinamarca é real: inspirada no Anarquismo, Christiania resiste há mais de 20 anos, inventando um jeito novo de conviver com os problemas da vida comunitária. Limpeza das ruas, rede de esgoto, manutenção dos serviços básicos, tudo é decidido e feito a partir de reuniões entre os moradores da cidade.

Eles se definem como uma comunidade ecologicamente orientada, com uma economia discreta e muita autogestão, sem hierarquia estabelecida e o máximo de liberdade e poder para o indivíduo. Uma verdadeira democracia popular direta, onde o bom senso e o diálogo substituem as leis.

Uma Cidade sem Governo Christiania tem provado ao mundo que é possível viver numa sociedade sem autoridade constituída, sem delegação de poder através de mandatos e eleições. A cidade-livre da Dinamarca criou um experimento social definitivo contra a idéia dominante de que a humanidade se auto-destruirá se não existir um controle sobre a liberdade individual.

Os habitantes de Christiania decidiram correr o risco de andar na contra-mão da história. Para eles, o governo, seja lá qual for, e seus mecanismos de administração pública são sinônimos de burocracia, abuso de poder e corrupção.

Vivendo sem a necessidade de leis que controlem a organização social, cada morador da cidade livre tem que fazer sua parte enquanto cidadão e confiar que todos farão o mesmo. É uma nova ética de convivência, baseada na honestidade e na solidariedade.

Em 23 anos de existência, a cidade-livre sempre esteve associada a rebelião contra a ordem estabelecida e experimentando novos meios de democracia e formas de autogestão da administração pública. Ao longo dos anos, a cidade-livre aprimorou sua autogestão: casa comunitária de banhos, creche e jardim de infância, coleta e reciclagem de lixo; equipes de ferreiros para fazer aquecedores a lenha de barris velhos, lojas e fábricas comunitárias de bicicletas.

Christiania se organiza em vários conselhos, onde todos os moradores têm direito a opinar e discutir os problemas comunitários. As decisões não são feitas por votação, mas sim através do consenso. Isso significa que não é a maioria que decide e sim que todos tem que estar de acordo com as decisões tomadas nas reuniões. Às vezes, contam-se os votos somente para se ter uma idéia mais clara das opiniões, mas essas votações não tem nenhum significado deliberativo, não contam como uma solução para os problemas da comunidade.

Christiania é dividida em 12 áreas, cada uma administrada pelos seus moradores, para facilitar o funcionamento dos serviços básicos. As decisões tomadas sempre por consenso podem parecer difíceis para nós, brasileiros acostumados ao poder da maioria sobre a minoria (pelo menos, é assim que se justificam os defensores das eleições).

Mas para os habitantes da cidade-livre, o consenso só é impossível quando existe autoritarismo, quando alguém tenta impor uma opinião sem dar abertura para que outras idéias apareçam e até prevaleçam como melhor solução. A experiência tem ensinado aos moradores de Christiania que cada reunião deve discutir só um assunto, principalmente na Reunião Comum, que decide sobre os problemas mais importantes da comunidade. E, contrariando o pessimismo dos que não conseguem imaginar uma vida sem governo institucional, a utopia está dando certo: a vida comunitária de Christiania preserva a liberdade individual e constrói uma eficiente dinâmica de relacionamento social, livre do autoritarismo e da submissão. A cidade-livre vive o anarquismo aqui e agora.“


Leia também: http://movimentozeitgeist.com.br/arquivos/Movimento%20Zeitgeist%20Brasil%20-%20Guia%20de%20Orientacao%20ao%20Ativista.pdf

domingo, 4 de dezembro de 2011

Um McDia Feliz para você!


Troca: compre um, mate outro


Vendedor: Em 3 semanas vocês terão um novo cachorro e um novo membro da família
Mãe: Estamos tão animados !
Vendedor: E por enquanto . . . Aqui está o cão que acabaram de matar
Mãe: O meu deus
Pai: O que você esta fazendo !?
Vendedor: Quando se compra um cachorro se mata outro em um abrigo
Filha: Eu não quero matar um cachorrinho
Vendedor: Tarde demais, vocês já pagaram
Pai: O que você acha que devo fazer com isso ?
Vendedor: Como vou saber, você o matou.

4 milhões de animais não adotados são mortos em abrigos todo ano.
Adote. Nunca Compre.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Glossário

(Neo-)Liberalismo: Sistema político-econômico baseado na liberdade individual contra o eSTADO centralizado.

Vivemos atualmente, como grande parte do planeta, nesse tipo de sistema. Por definição, portanto, deveríamos ter nossa liberdade individual, correto? Mas que tipo de liberdade é essa que nos obriga a praticar certos atos? Ou nunca ouviste falar de algo chamado constituição? Não há liberdade real se estamos subordinado à uma pessoa, grupo de pessoas ou até mesmo a um papel. Se somos obrigados a obedecer ordens, então não somos livre. Temos certas escolhas disponíveis, como a marca x, y ou z, mas isso não é ser livre. Pense bem, não somos livres para circular por onde desejamos, os eSTADOS nos privam de certos locais, não somos livres para viver como desejamos, os eSTADOS nos obrigam a pagar impostos e votar. Eles nos submetem a escolha da maioria alegando que essa é a melhor. Mas..
1°- Quem está no poder não é a maioria e sim um representante que não obrigatóriamente concorda com essa maioria.
2°- Por que a maioria escolhe necessáriamente o melhor? Quem nunca ouviu de sua mãe "Se todos se jogassem de um penhasco, você também se jogaria?".

Liberdade real é realizar o que se deseja e quando se deseja, desde que, é claro, ao fazê-lo não prive a liberdade de outro.


"A liberdade do outro estende a minha ao infinito"
Bakunin

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Sessão Pipoca (sem manteiga)

Já assististe The Edukators?
Se não, vale a pena conferir, o filme é muito bom!


FICHA TÉCNICA:

Título Original: Die Fetten Jahre Sind Vorbei / The Edukators

Gênero: Drama

Origem/Ano: ALE-AUS/2004

Duração: 127 min

Direção: Hans Weingartner

Sinopse: Jan e Peter são dois jovens que acreditam que podem mudar o mundo dominado pelo capitalismo voraz. Eles se autodenominam "Os Educadores", rebeldes contemporâneos que expressam sua indignação de forma pacífica: eles invadem mansões, trocam móveis e objetos de lugar e espalham mensagens de protesto, tentando à sua maneira mostrar aos milionários de plantão que o mundo é mais do que a bolha na qual eles vivem.
Quando Jule, a namorada de Peter, descobre as aventuras da dupla, resolve se envolver no grupo. Jule há muito tempo está afogada em dívidas...Certa vez bateu seu velho carro sem seguro no super esportivo de Hardenberg, um bem sucedido homem de negócios, e a partir daí passou a pagar um valor astronômico pelo prejuízo.
Buscando sua vingança pessoal, Jule convence Jan a acompanhá-la e lançar um ataque dos Edukators contra a casa de Hardenberg. O Edukators, outrora sistemático e minucioso, passou a conter a espontaneidade de Jule. Não poderia resultar outra coisa: todos os temores de Peter, até então relutante em contar à namorada sobre seus paradeiros noturnos, se tornam realidade. Jule e Jan são flagrados na mansão por Hardenberg e o grupo fica sem escolha para se salvar a não ser sequestrar Hardenberg. A partir daí, se inicia uma sequência de conflitos ideológicos.
Será que Hardenberg, representando a alta sociedade, é o grande vilão capitalista, explorador, manipulador e egoísta que os Edukators realmente combatem? Agora eles têm de viver isolados do mundo para fugir da polícia e decidir o que farão para se safar dessa.

Trailer: 

Desculpem-nos, não foi possível achar um trailer legendado em português



SEUS DIAS DE FARTURA ESTÃO CONTADOS!



Link para download (alemão/legendadas em português): http://www.megaupload.com/?d=8FVI5UE0


The human dream doesn´t mean shit a tree...

Decoração, sombrinha, folha de papel (celulose), madeira para construções, carvão para as caldeiras, substâncias medicinais, óleos, resinas, essências, frutos, flores, oxigênio, proteção do solo, rios e nascentes... Inúmeros significados são atribuídos a uma árvore, no entanto esquecemo-nos muitas vezes de seu significado mais importante: SER VIVO.

Uma árvore, assim como você, respira, alimenta-se, vive. Elas são seres fantásticos, que a partir de uma minúscula sementinha atingem uma estatura extraordinária. Mas, é claro, o crescimento é árduo, exige muito esforço. Uma sementinha, após dispersa, viaja por inúmeros lugares tentando encontrar o ambiente adequado, no qual as condições sejam favoráveis. Daí surge um brotinho frágil, lutando por um lugar significativo na busca pela luz. Achado seu espaço, ela começa, enfim, a crescer, superando bravamente ataques de pequenos insetos na busca por alimento. A planta gasta energia investindo na sua formação estrutural, os troncos começam a elevar-se, surgem ramificações, as folhas multiplicam-se, tudo mérito da própria árvore, que sozinha produz o alimento essencial não só para sua formação e sobrevivência, mas para todos nós que habitamos esse planeta. E de quebra, essa ainda utiliza o gás carbônico atmosférico, liberando o oxigênio.

E o que nós humanos fazemos em troca? Cartamo-as parte por parte para conseguir madeira, celulose ou para adequar-se ao ambiente decorado, derrubamo-as em prol da agricultura, da criação de gado ou da construção de estruturas urbanas, etc. Mas lembre-se, cada galho, cada flor, cada folha faz parte de um único ser, é parte essencial desse e produto de grande esforço do mesmo.

O ápice do egocentrismo humano, no entanto, ainda não foi dito. Você sabia que uma árvore enquanto está em fase de crescimento faz muito mais fotossíntese do que respira, utilizando, assim, mais CO2 do que o produz e liberando mais O2 do que o consome? No entanto, quando atinge sua fase adulta, essas duas taxas se igualam, não havendo, portanto, um salto negativo de CO2 para um saldo positivo de O2. E, novamente, o que nós humanos fazemos? Replantamos, isso mesmo, replantamos. Uma floresta mais antiga não nos é útil para reduzir as elevadas taxas de  CO2 que NÓS MESMO liberamos na atmosfera, assim a nova idéia é destruir vegetações antigas para que novas, no auge de seu crescimento, utilizem demasiadas taxas de  CO2.

Mas uma vida é substituível? Seria a pena daquele assassino, então, ter um bebê? Vale ressaltar que quando uma árvore é derrubada, não só sua vida é comprometida, muitos animais dependem dela direta ou indiretamente, utilizando-a ou como ninho de seus filhotes ou como alimentação ou como abrigo, por exemplo.

É triste que nem todos possamos ser como as plantas e sobreviver sem matar uns aos outros. Porém podemos tentar viver com o minimo de atrocidades.



Plano para as férias II: Ir a uma floresta, admirar a beleza de uma árvore, abraçá-la e agradecê-la pela vida.

 Já pensaste o quão incrível ela é? De suas raízes, na base, a água sobre até seu topo lá no alto, regando cada folhinha, sintetizando, assim, a matéria orgânica fundamental para cada ser que habita essa planeta e ainda liberando o gás que respiramos, o oxigênio.



"The human dream doesn´t mean shit a tree" - O sonho humano não significa nada para uma árvore.
Jefferson Airplaine - Eskimo Blue Day
(Banda muito boa, vale a pena conferir!)